Por que você deve participar do 3 de julho?

Vejamos, do golpe para cá, qual foi o discurso que ouvimos.
Fora Dilma e leve o PT junto.
O dólar vai baixar.
O desemprego vai baixar.
A inflação vai baixar.
Tudo vai melhorar.

Reforma trabalhista.
Se fizer a reforma trabalhista o desemprego acaba.
Criou-se o trabalho intermitente, que é uma perversidade fora do comum contra os trabalhadores.

Teto de gastos.
Menos verbas para a saúde, educação, segurança pública, setores vitais para o atendimento às necessidades básicas da população.

Endemonização do PT.
Não se poderia eleger candidato do PT.
Campanha contra o PT encabeçada pela rede globo. Quem endeusava a rede globo não éramos nós, da esquerda. Era a direita fascista. Hoje a direita fascista odeia a rede globo.

Veio a eleição.
Fabricou-se um ódio às forças de esquerda do nosso país.
Elegeu-se um governo de uma plataforma ultraliberal que não teve pudor nenhum em defender radicalmente a retirada de direitos dos trabalhadores.
Seu discurso era: “é muito direito e nenhum emprego. Ou tem emprego ou tem direito”.

Hoje nem temos direitos nem empregos. Os direitos dos trabalhadores estão sendo flexibilizados e o desemprego está no mais alto nível desde os anos 90.

Para resolver a situação vamos fazer a tal da reforma previdenciária.
E o que aconteceu? Mais retiradas de direitos dos trabalhadores.
Alongou-se o período de vida laboral para homens e mulheres.
Mas a reforma previdenciária não resolveu os problemas.
Fala-se agora da reforma tributária, que também não vai resolvê-los.

Nada resolve. Tem é que tirar mais direitos dos trabalhadores.
Agora a solução é aumentar o imposto de renda dos trabalhadores. Dar com uma mão e tirar com as duas.

Além de todos os ataques aos trabalhadores do regime CLT vemos também o massacre aos servidores públicos, com mais uma emenda constitucional que desmonta o serviço público, que acaba com concursos, dentre outros direitos históricos arrancados na luta.

É necessário defender a democracia.
Defender a vida no meio de tantos escândalos de compras de vacinas com propina de 1 dólar.

É preciso defender a vida, o bem mais essencial que temos.
Não há como medir quanto vale uma vida.
Não conseguimos ressuscitar ninguém. Não temos esse poder.
Temos é que preservar a vida fazendo uso de máscaras, álcool e em isolamento o quanto pudermos.

Vamos para a rua defender a vida.
Defender a vacina para todos.
Defender a democracia brasileira, que é o fundamental.
Se não se sentir seguro porque você tem vulnerabilidades, ajude como puder. Seja nas redes sociais, seja falando com seu vizinho, com seus familiares.

Precisamos defender a vida.
Viver é um ato de resistência.
Sejamos, então, revolucionários.

Publicado por Enfrente

A Frente Nacional de Resistência e Ação Sindical Bancária (EnFrente), defende os princípios de um sindicalismo democrático, classista, autônomo, de massas e de luta. Queremos radicalizar a democracia e buscar uma forma horizontal de construção de lutas, pautas, mobilizações e enfrentamentos aos ataques contra os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros.

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