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Várias categorias já conquistaram aumento real e manutenção dos acordos. Bancários também querem

Várias categorias profissionais, inclusive de trabalhadores do ramo financeiro, têm conseguido nos últimos dois meses manter os direitos assegurados em seus acordos coletivos e, além disso, conquistando aumento real de salário. O que mostra que os bancários também podem avançar em novas conquistas na Campanha Nacional de 2018, além de manter a CCT intacta.

Foi o que aconteceu, por exemplo, com os funcionários das cooperativas de crédito do sistema Credisis, de Rondônia, que aprovaram no dia 5 de julho proposta patronal de reajuste salarial de 5% e de reajuste de 17,65% nos tíquetes, além do 13º tíquete no mesmo valor. Como a inflação na data-base, em 1º de maio, foi de 1,76%, o acordo a ser assinado pelo Sindicato de Rondônia representa aumento real de 3,18% no salário e de 15,62% nos tíquetes. A reivindicação era a mesma dos bancários: aumento real de 5%.

Os trabalhadores de outro sistema de cooperativa de crédito de Rondônia, o Sicoob, rejeitaram no dia 12 de julho proposta patronal de reajuste salarial de 3% e reajuste de 6% nos tíquetes (acima da inflação) – e continuam negociando.

No final de maio, com uma greve de 24 horas que paralisou mais de 100 escolas em toda a cidade, os professores da rede particular de ensino do município de São Paulo conquistaram um acordo que mantém todos os direitos contidos na Convenção Coletiva de Trabalho, além de reajuste de 3% (aumento real de 3,18%) e participação nos lucros ou resultados de 15% de aumento.

Outras duas categorias de trabalhadores de empresas prestadoras de serviços terceirizados do Paraná acabaram de conquistar agora em julho aumento real de salário, além de manter todos os direitos adquiridos nos anos anteriores e assegurados nos acordos coletivos. Uma categoria é a dos funcionários de empresas fraqueadas dos Correios e a outra dos trabalhadores das empresas de prestação de serviços a terceiros e trabalho temporário no Estado do Paraná. As duas categorias são representadas pelo mesmo sindicato e conquistaram 2% de reajuste.

Se categorias menores estão conseguindo aumento real além de manter os acordos coletivos, os bancários, com longa tradição de luta e unidade nacional, têm ainda melhores condições de obter novas conquistas com mobilizações, até porque trabalham no setor mais lucrativo da economia brasileiras.

Os cinco maiores bancos que operam no país (BB, Itaú, Bradesco, Caixa e Santander) tiveram R$ 77,4 bilhões de lucro líquido em 2017, aumento de 33,5% em relação ao ano anterior. Em 2018 será ainda maior. Só no primeiro trimestre os mesmos cinco bancos lucraram R$ 20,4 bilhões (aumento de 20,4%).

E dois bancos já divulgaram os resultados do primeiro semestre: Bradesco, com lucro de R$ 10,263 bilhões (crescimento de 9,7% em relação ao mesmo período de 2017), e o Santander, que lucrou R$ 5,9 bilhões (alta de 27,5%). O banco espanhol obteve 26% do seu lucro mundial no Brasil. Como podem negar as reivindicações dos bancários?

A negociação sobre as cláusulas econômicas com a Fenaban, o que inclui o aumento real de 5%, será na quarta-feira 1º de agosto.

 

 

 

 

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