A greve geral desta sexta-feira, 14 de junho, convocada pela CUT e todas as demais centrais sindicais será um passo fundamental para impedir a votação no Congresso Nacional da reforma da Previdência de Paulo Guedes e consolidar uma forte frente popular e de oposição para barrar a política de destruição do país implementada pelo governo Bolsonaro, que passa entre outras coisas pelo agravamento da crise econômica e do aumento do desemprego, pela privatização das empresas públicas (inclusive os bancos federais), pela entrega das riquezas e da soberania nacional, pelo desmonte do sistema educacional público e pelo aniquilamento dos marcos civilizatórios que a sociedade brasileira conquistou a duras penas em décadas de luta.

A greve geral, inicialmente convocada para combater a reforma da Previdência que praticamente acaba com a aposentadoria da maioria dos trabalhadores brasileiros, a cada dia que passa ganha novas bandeiras em razão da sucessão de desastres produzidos por um governo autoritário absolutamente incompetente e conduzido por um grupo religioso fundamentalista e medieval.

Soma-se a essa montanha de indignação a comprovação definitiva, pelos vazamentos das mensagens obtidas pelo site The Intercept, da farsa montada em conluio entre o ex-juiz Sérgio Moro e o Ministério Público que conduz a Lava Jato (novos atores devem aparecer ainda) para derrubar o governo da presidenta Dilma Rousseff, prender Lula e impedi-lo de disputar a eleição de 2018, o que possibilitou a eleição de Bolsonaro.

Depois das grandes manifestações dos dias 15 e 30 de maio, o êxito da greve geral de sexta-feira elevará a um novo patamar a luta de resistência dos trabalhadores e das forças democráticas do país para fazer frente a essa escalada de retrocessos.

Por isso, é preciso que todos os dirigentes e militantes sindicais bancários se engajem ao máximo no esforço de fazer essa greve ainda mais forte que a de abril do ano passado, que conseguiu barrar a reforma da Previdência de Temer.

Além de contribuir ativamente pelo sucesso da paralisação, os dirigentes e militantes do EnFrente devem prosseguir o trabalho de mobilização dos bancários e de toda a classe trabalhadora para pressionar os deputados federais e senadores em suas bases eleitorais, para barrar a reforma da Previdência, os cortes na educação, as privatizações dos bancos públicos e toda a pauta de ataques aos direitos dos trabalhadores e do povo brasileiro.

EnFrente, sempre, na luta.

Publicado por Enfrente

lançamos a Frente Nacional de Resistência e Ação Sindical Bancária (EnFrente), com o objetivo de resgatar os princípios de um sindicalismo democrático, classista, autônomo, de massas e de luta. Queremos radicalizar a democracia e buscar uma outra estrutura, que vai além de uma nova corrente política dentro da Contraf e da CUT, mas uma forma horizontal de construção de lutas, pautas, mobilizações e enfrentamentos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *