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Por que mínimo, se somos o máximo? Um chamado pela unidade na paridade

“Mulheres são como água: crescem quando se unem”

Nós, bancárias, somos referência nacional e internacional na política de igualdade de oportunidades. Sabemos que isso é motivo de orgulho, mas também de muita responsabilidade. Muito se fez, mas ainda temos muito por fazer.

Não custa lembrar que somos metade da categoria, somos a grande maioria entre os bancos privados, somos as que mais sofrem com as desigualdades salariais e com as más condições de trabalho. Somos as mais assediadas sexualmente e moralmente. Somos a maioria em postos de menores salários e muitas de nós sofremos com a violência doméstica diariamente.

Sendo os sindicatos representantes legítimos dos anseios da classe trabalhadora, por que as mulheres ainda não são contempladas em suas pautas? Por que devemos nos conformar com a representação mínima?

Cabe à instância máxima da categoria, assim como foi na CUT, instância máxima da classe trabalhadora, dar o exemplo e não só ousar, como cumprir com dever político, a exemplo da central, em acatar a paridade para praticar a verdadeira democracia.

É inadmissível que continuemos reféns de acordos para manutenção de um poder condenado ao fracasso, pois não espelha a representação, os desejos e os anseios daquelas e daqueles que mais precisam do movimento sindical.

Marielle Franco vive e move multidões porque ela representa a força de mulheres e homens que se identificam com as causas das mulheres pobres, negras, homoafetivas e de esquerda nesse país. E toda mobilização em torno do nome dela significa um alerta ao movimento sindical: os sindicatos vão sucumbir se continuarem cometendo os mesmos erros de se fecharem num ciclo de poder sem revitalização, sem a energia e garra dos movimentos de mulheres em todo o mundo, como tem sido demonstrado nas ruas.

Por isso, conclamamos todas e todos que acreditam que um outro mundo é possível, a desafiar a nós mesmas na busca por respeito, por amor à causa e por uma sociedade mais igualitária.

Mulheres que Enfrentam!

Uma resposta em “Por que mínimo, se somos o máximo? Um chamado pela unidade na paridade”

Concordo plenamente, a Contraf perdeu mais uma vez a oportunidade de ser vanguarda do movimento sindical na luta por igualdade de gênero, não basta eleger uma presidenta, tem que praticar a paridade. Ainda mais tendo na presidente da centra um bancário, no mínimo contraditório.

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