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Nossa saúde em primeiro lugar. Suspensão das atividades bancárias já!

Suspensão das aulas em escolas públicas, visitas a teatros, cinemas, bibliotecas, museus, de prova de vida para aposentados e pensionistas, são medidas entre outras tantas que vêm sendo adotadas em caráter impositivo pelos três poderes públicos (Executivo, Legislativo e Judiciário) a fim de evitar a aglomeração de pessoas em suas respectivas esferas, e com isso impedir a disseminação do novo coronavírus.

E no tocante ao sistema bancário? Bem, ao que tudo indica, no sistema bancário muda a visão sobre a potencialidade de contágio, como se imune fosse ao vírus respiratório, já que existem sobre os bancos apenas recomendações derivadas do Ministério da Saúde para que sejam tomadas medidas preventivas. E salve-se quem puder!

Ocorre que não há classe social, religião, sexo, cor ou raça que o novo coronavírus não possa infectar. Todos são potenciais sujeitos à contaminação e a agentes difusores da doença porque o risco de contágio é real e a disseminação, altíssima.

Só para se ter uma ideia, autoridades de saúde preveem que 45 mil pessoas serão infectadas pelo vírus nos próximos quatro meses apenas na região metropolitana da cidade de São Paulo, e 560 mil em todo o Estado, conforme matéria veiculada na última sexta-feira (13/03) no site da revista Exame. Portanto, o crescimento da pandemia é flagrantemente exponencial, exigindo de todos solidariedade e compromisso social no controle de tão grave doença.

Nesse cenário, o Enfrente enxerga como injustificável negligência o fato de os poderes públicos ignorarem a incerteza e o grau de apreensão da categoria bancária, que lida diária e diretamente com incontáveis pessoas na busca dos estratosféricos lucros dos bancos. Com efeito, pois bancários e bancárias estão incluídas naquelas categorias cujo atendimento ao público, para deleite e riqueza dos banqueiros, é realizado quase que exclusivamente tête-à-tête, com recebimento de documentos e dinheiro circulados e recirculados em mãos diversas, nas visitas realizadas a endinheirados recém regressados da Europa. Veja na foto, na agência Bradesco de Ceilândia (DF) nesta terça-feira 17 de março.

Não bastasse a negligência estatal, o Enfrente entende que a reunião realizada entre Contraf e Fenaban, na última segunda-feira (16/03), deveria ter trazido à categoria bancária medidas mais eficazes de segurança e prevenção, além do simples compromisso de que os bancos irão reforçar a limpeza e higiene dos locais de trabalho, conforme orientação do Ministério de Saúde, bem assim que irão liberar para o trabalho “home office” aqueles empregados que fazem parte do grupo chamado de risco e das mulheres em gestação.

Para Juliano Braga, dirigente sindical pela Fetec-CN/CUT, “é bem contraditória a postura dos bancos, que assumiram o compromisso de cancelamento de alguns eventos, como feirão para recuperação de crédito, treinamentos e reuniões que tenham aglomerações de pessoas, ao passo que irão manter abertas as agências e departamentos para atendimento diário de milhares de clientes e usuários”.

“A categoria bancária deve questionar seriamente das entidades sindicais a eficácia do acordo firmado com a Fenaban na última segunda feira (16/03), já que para quebrar a cadeia de disseminação do vírus a única medida atualmente eficaz é a interrupção do atendimento ao público pelo tempo que se fizer necessário, a exemplo daquilo que fora adotado pelas províncias chinesas”, acrescenta Teresa Cristina, dirigente do Sindicato dos Bancários de Brasília.

Ademais, o Enfrente entende que qualquer crise econômica, derivada do coronavírus, deve ser paga pelos próprios bancos, já que são eles os responsáveis pela exposição dos bancários ao trabalho insalubre na busca de lucros cada vez maiores, que contam inclusive com alocação de dinheiro público em detrimento da saúde pública.

Para Elis Regina, diretora sindical pela Fetec-CN/CUT, “os bancos não podem alegar que a interrupção do atendimento ao público os conduzirá à bancarrota, pois tratam-se das poucas empresas que lucram em época de crise econômica, já que seus lucros provêm das cobranças de cumprimento de metas abusivas”

“Além disso, há também flagrante alocação de milhões de reais oriundos do governo, com pagamento de dívidas, em detrimento dos seus empregados, clientes e usuários que convivem com um vírus que progride exponencialmente, sem qualquer contrapartida social ou injeção de recursos a fim de seja encontrada medida eficaz de proteção à saúde de todos”, acrescenta Raissa Fraga, dirigente sindical pelo Sindicato dos Bancários de Brasília.

Por fim, para o Enfrente os protestos no local de trabalho, greves, auto-organização e medidas judiciais são respostas possíveis e atualmente necessárias para enfrentar o descaso da Fenaban com a saúde da categoria bancária, pois, conforme dizem os próprios trabalhadores, NOSSA SAÚDE NÃO TEM PREÇO! VALEMOS MAIS QUE OS LUCROS DOS BANQUEIROS!

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