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No BRB, discurso é uma coisa, já a prática…

Vivemos num tempo em que os discursos podem muito, têm grande peso. As ofertas de treinamentos com especialistas em discursos persuasivos e em técnicas de influência são cada vez maiores e essa ferramenta é utilizada pelas grandes empresas, o que é acertado e tem o potencial de gerar grandes retornos. O grande problema é quando as ações são diferentes dos discursos proferidos. Aí, as palavras ficam sem sustentação, sem autoridade.

Isso tem acontecido no nosso BRB. O discurso da presidência e diretoria vem repetidamente falando de valorizar as pessoas, porém num curto prazo os funcionários têm experimentado um tratamento que em nada condiz com as promessas de valorização.

Não são poucos os relatos de funcionários que dizem entender perfeitamente o momento da instituição no cenário e se esforçarem para que o banco possa dar respostas mais rápidas e eficientes, porém não deixam de mencionar que as formas de cobrança têm sido ásperas e desmerecedoras dos funcionários do banco. Menciona-se que pessoas têm trabalhado madrugada adentro para entregar pareceres e trabalhos técnicos, sem maiores orientações, e o que escutam de retorno é um simples e agressivo “nada presta”.

Na semana passada, por exemplo, alguns gerentes foram retirados forçadamente de seus setores sem qualquer explicação razoável, profissional ou, como se espera, humana. Apenas foram colocados à “disposição” para ficarem “em casa”, pois já não podem permanecer no setor no qual trabalharam durante anos e para o qual se desenvolveram tecnicamente.

Outros têm falado sobre funcionários esperando por horas ou até dias a boa vontade por parte de figuras no banco para poderem despachar. Sem lograr êxito, processos são atrasados enquanto as pessoas tentam acesso, ficam à disposição por horas, num flagrante descaso.

Um aspecto que pode ser interpretado como instrumento de valorização dos funcionários são os processos seletivos. Quando esses trazem critérios claros, objetivos e são aderentes à realidade da empresa.

Acontece que no BRB os processos seletivos passam por diversas indagações por parte dos trabalhadores. Há quem diga que é um jogo de cartas marcadas. Outros, que um instrumento de pressão para quem está na vaga para a qual será formado o cadastro de reserva, sem uma clara pretensão de efetivação, mas para cumprir um propósito de dizer: tenho alguém para o seu lugar! Fique ligado!

Dentre as críticas aos processos, vários têm apontado que os critérios têm sido cerceadores da participação, impedindo as pessoas de alçarem outros postos em sua carreira e contribuir para o sucesso do BRB. Por vezes funcionários que substituem na vaga de gerência disponibilizada por meio do processo escutam que eles não podem concorrer por um motivo ou outro ou, ainda, que não têm perfil.

Outra incoerência por parte da direção do banco é que quando convém, evoca o PCCR; e quando não, afasta-o. Foi isso o que aconteceu no processo seletivo para gerente geral, em que dezenas de competentes gerentes de negócios foram impedidos de concorrer, com o banco usando como desculpa o PCCR que ele mesmo desrespeitou quando rebaixou centenas de gerentes com perda salarial inclusive, ignorando as regras estabelecidas no Plano de Cargos. O mesmo está se repetindo com outros processos seletivos.

PCCR IGNORADO DÁ TRATAMENTO PRIVILEGIADO

Agora vamos lá, atualmente temos 8 vagas de Consultores de Diretoria e 8 vagas de Consultores da Presidência, num total de 16 empregados. Trata-se de funções com ADCs e salários diferentes. Tanto o PCCR quanto o Manual de Gestão de Pessoas rezam que para ambos os cargos faz-se necessário manter a paridade (igualdade em número) das funções entre empregados do Mercado e do Banco.

Contrariando os manuais vigentes e simulando uma certa paridade, o presidente alocou os 8 empregados de carreira do BRB como Consultores de Diretoria e os 8 empregados de Mercado como Consultores da Presidência, com salários quase R$10 mil reais mais alto que o dos consultores do BRB e direito a vaga privativa na garagem do edifício Brasília, numa clara demonstração de desvalorização do quadro da casa e de distorção no prescrito no PCCR.

 

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