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Não às demissões no Sindicato do Rio de Janeiro

O EnFrente divulgou nota nesta segunda-feira 6 de janeiro para denunciar a decisão da coordenação da Artban da diretoria do Sindicato do Rio de Janeiro de promover um processo de demissão de funcionários, “passando por cima das instâncias deliberativas da entidade e em um gesto de claro desrespeito às demais forças políticas que atuam no sindicato”. Para o EnFrente, as demissões foram “injustas, precipitadas e ilegais, com jeito de caça às bruxas, feito com requintes de crueldade, na tarde de uma sexta-feira, chegando ao ponto de mentir para os funcionários”.

Veja abaixo a nota oficial:

Não às demissões

Foi com pesar e vergonha que recebemos a notícia da decisão da corrente majoritária de promover um processo de demissão em massa no Sindicato dos Bancários do Município do Rio de Janeiro, copiando as piores práticas dos banqueiros. Participamos ao longo dos últimos meses de um intenso debate sobre como enfrentar as dificuldades financeiras vividas pela entidade, onde buscamos apresentar propostas capazes de fazer frente as exigências da conjuntura, mas sem ter a ilusão de que seriam encontradas soluções mágicas. Neste debate deixamos claro nossa oposição a lógica patronal de jogar a conta da crise nas costas dos trabalhadores.

Infelizmente, fomos surpreendidos nesta sexta-feira, dia 4/1/19, com a informação de que a coordenação da artban, passando por cima das instâncias deliberativas da entidade e em um gesto de claro desrespeito às demais forças políticas que atuam no sindicato, decidiu promover essas demissões injustas, precipitadas e ilegais, com jeito de caça às bruxas, feito com requintes de crueldade, na tarde de uma sexta-feira, chegando ao ponto de mentir para os funcionários, como fizeram na expedição pedindo que voltassem, às 14 hrs, após a distribuição do Jornal Bancário, sob a alegação de que precisavam conversar com os trabalhadores. Ou ainda, marcando para a segunda-feira, dia 7/1, o começo das férias, para quem pediu para o mês de janeiro, sob a desculpa de facilitar o fluxo de caixa.

O Enfrente repudia as demissões efetuadas, manifesta sua solidariedade aos trabalhadores da entidade e reafirma sua convicção quanto à centralidade do trabalho, em especial neste momento em que a classe trabalhadora sofre duros ataques do patronato e do governo de extrema-direita. Nos preocupa ver o quanto o comando da entidade é incapaz de compreender a necessidade de unir forças para fazer frente aos desafios que nos foram impostos e sua dificuldade de fazer a leitura correta da conjuntura e definir uma estratégia de ação em sintonia e à altura da história de luta do nosso sindicato pela dignidade e qualidade de vida dos trabalhadores.

Não às demissões!

Mais respeito aos trabalhadores!

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