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Fenaban desrespeita categoria ao não atender pleitos do Comando Nacional

Matéria publicada pelo jornal do Sindicato dos Bancários do Espírito Santo:

Em nova reunião nesta segunda-feira, 30, praticamente todas as reivindicações da categoria relacionadas às medidas para proteger a vida de empregados e clientes do contágio da Covid-19 foram ignoradas.

“Podemos dizer que essa nova reunião com a Fenaban não avançou, uma vez que praticamente todos os pontos apresentados pelo Comando Nacional dos Bancários não foram atendidos. A Fenaban ficou novamente ‘em cima do muro’, desrespeitando a categoria neste momento tão dramático para todos nós”. Essa é a avaliação de Carlos Pereira de Araújo (Carlão), diretor do Sindicato dos Bancários/ES e integrante do Comando Nacional, sobre a nova rodada de negociação com a Fenaban, ocorrida nesta segunda-feira, 30, para tratar das medidas para proteger as vidas de bancários e clientes expostos à Covid-19.

Na reunião, segundo Carlão, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) atendeu apenas duas das 17 reivindicações: o compromisso de os bancos fazerem campanha na mídia orientando os clientes sobre o uso dos meios digitais, de caixas eletrônicos e os riscos de contaminação pelo coronavírus e o fechamento das agências bancárias localizadas em hospitais e aeroportos, pleito que foi parcialmente atendido, já que algumas unidades continuam abertas.

Ele afirma que a videoconferência foi muito semelhante à da última terça-feira, 24, ocasião em que a Fenaban se manifestou sobre a pauta do Comando, apresentada no dia anterior (23). De acordo com Carlão, o negociador da Fenaban, Adauto de Oliveira Duarte, não diz abertamente que não irá atender à pauta, mas também não se compromete efetivamente com os principais pleitos da categoria. “Pontos como o fechamento das agências bancárias e demais departamentos, suspensão das metas, dos descomissionamentos e das demissões são exemplos de reivindicações que ficaram sem resposta”, criticou Carlão.

O dirigente sindical afirmou que no dia a dia os bancos seguem expondo empregados e clientes ao risco de contágio da Covid-19. Segundo ele, continuam faltando produtos de higiene para prevenção do vírus nas agências, como o álcool em gel, por exemplo, assim como há bancos que seguem cobrando metas e relaxando o contingenciamento.

“No Espírito Santo, há um decreto do Governo do Estado que determinou o fechamento das agências pelo período de 15 dias. Vamos continuar fiscalizando o cumprimento do decreto por parte dos bancos. É importante que os bancários e as bancárias não parem de denunciar as irregularidades ao Sindicato para que adotemos as medidas cabíveis em caso de descumprimento do decreto”, recomendou o dirigente.

Carlão acrescentou ainda que o Comando Nacional também seguirá pressionando a Fenaban para que os bancos atendam às reivindicações da categoria. É importante que os sindicatos continuem pressionando governadores e prefeitos para o fechamento das agências, que é a nossa principal demanda. “Estamos bastante preocupados com a curva de crescimento do coronavírus nas próximas semanas, que coincide com o pagamento da renda emergencial que deve desembocar, sobretudo, na Caixa e no Banco do Brasil. Por isso é urgente que a Fenaban se posicione e atenda às reivindicações do Comando Nacional. É preciso também discutir medidas para essa demanda iminente com a aprovação do ‘coronavaucher’ pelo Senado. Caso contrário haverá um colapso no atendimento, expondo a vida de empregados e clientes”, alertou Carlão.

Veja abaixo a pauta de reivindicações apresentadas pelo Comando Nacional à Fenaban

Fechamento das agências bancárias e demais unidades.

Fechamento imediato das agências em hospitais e aeroportos.

Suspensão das metas.

Manter atendimento não presencial das atividades consideradas essenciais pelo decreto 10.282/2020, que estabelece em seu artigo 3º, § 1º, inciso XX, que são atividades essenciais no setor financeiro: compensação bancária, redes de cartões de crédito e débito, caixas bancários eletrônicos e outros serviços não presenciais de instituições financeiras.

Agendamento para casos de atendimento presencial em caso de extrema necessidade.

Redução da jornada para os que tiverem que ir ao local de trabalho.

Garantia de deslocamento seguro para os que tiverem que fazer o atendimento presencial de alimentação e processamento do autoatendimento.

Suspensão das demissões.

Home office para todos os bancários e bancárias, com exceção de quem terá que ir às agências para dar suporte ao funcionamento dos caixas eletrônicos, devendo haver escala de revezamento. Não podem ser incluídos no revezamento os funcionários que estão nos grupos de risco; quem não tem com quem deixar os filhos menores e aqueles que cohabitem com pessoas enquadradas no grupo de risco, como, por exemplo, pais idosos.

Garantia da ultratividade dos acordos e convenções coletivas até 31/01/2021.

A MP 927 não será adotada sem negociação coletiva com o Comando Nacional dos Bancários.

Suspensão dos descomissionamentos.

Antecipação do vale-alimentação.

Que os bancos façam campanha na mídia orientando os clientes sobre o uso dos meios digitais, de caixas eletrônicos e os riscos de contaminação pelo coronavírus.

Disponibilização de máscaras, luvas e álcool em gel para os bancários que irão realizar as atividades essenciais nas agências.

Suspensão dos vencimentos dos boletos por sessenta dias.

Isenção de tarifas para clientes com renda de até dois salários mínimos e de três transferências eletrônicas por mês (TED e DOC) para diminuir a contaminação pelo uso de cédulas.

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