Eu RoBBo, um banco sem caixa, sem clientes…

Primeiro levaram os Caixas, depois os Gerentes, depois levaram as agências e expulsaram os clientes, perfeito? SQN!!!
Parece obra de ficção, mas não é… nesse campo melhor se reagíssemos e copiássemos Bacurau…
Se abstrairmos aqui os problemas de demissão e perda real de renda e remuneração dos funcionários e focarmos apenas nas relações com a clientela e com a sociedade, vamos encontrar um aparelho do Governo Bolsonaro que quer servir apenas aos ricos (dos grandes centros, pois mesmo os ricos do interior que se virem). Imagine o que pensam dos pobres (parafraseando o personagem Justo Veríssimo, que dizia: “eu quero é que o pobre se exploda!”).
A direção do BB contratou uma consultoria externa (qual e por quanto?) para concretizar o seu maior desastre de gestão de pessoas dos anos 2000 e escondeu de toda a sociedade brasileira o que vai sobrar e como vai funcionar a sua rede varejo. Cadê a transparência?
O banco desrespeita seus clientes, descumprindo regras do Direito do Consumidor, leis trabalhistas e ataca a sociedade com a sua ausência qualificada de promotor de desenvolvimento econômico local e regional.
É canalha a atitude de se aproveitar de uma conjuntura em que a pandemia força determinados comportamentos para solidificar uma estratégia comercial de médio e longo prazo.
A ausência de caixas para efetivar transações é ato completamente excludente para uma parcela significativa da população desassistida ou carente de rede de mobilidade de qualidade. Municípios inteiros e pessoas que não possuem condições estruturais para se utilizar dessa modernidade terão que se virar e procurar outros meios de manter a bancarização.
Não é apenas pelos caixas ou gerentes do banco, é pelo conjunto da obra que temos que deixar de ser roBBôs do sistema e fazer um verdadeiro levante contra todo o desmonte do BB e “maldade contra o povo brasileiro”.

Publicado por Enfrente

lançamos a Frente Nacional de Resistência e Ação Sindical Bancária (EnFrente), com o objetivo de resgatar os princípios de um sindicalismo democrático, classista, autônomo, de massas e de luta. Queremos radicalizar a democracia e buscar uma outra estrutura, que vai além de uma nova corrente política dentro da Contraf e da CUT, mas uma forma horizontal de construção de lutas, pautas, mobilizações e enfrentamentos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *