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EnFrente reúne coordenação nacional para discutir conjuntura e os desafios da categoria

A coordenação da Frente Nacional de Resistência e Ação Bancária (EnFrente) reuniu-se em Brasília nesta terça-feira, 17 de outubro, para discutir a grave conjuntura política e econômica do país e os desafios do movimento sindical diante dos problemas prementes da categoria bancária, principalmente emprego, defesa dos bancos públicos e preservação dos direitos conquistados pelos bancários em um século de lutas.

Os participantes do encontro avaliaram que a coordenação do Comando Nacional e a Contraf-CUT estão muito vacilantes na defesa dos bancos públicos e que é insuficiente e inócua a simples indicação de dias de lutas, em todas as quartas-feiras, diante dos ataques do governo ilegítimo e às ações de desmonte (fala-se até em processo de privatizações em andamento), principalmente em relação à Caixa, Banrisul, BRDE e Badesul.

Daí a necessidade de definição de novo calendário, para envolvimento efetivo dos bancários e da sociedade nessa luta importante para o país, com a criação de comitês locais de defesa dessas instituições.

Outro ponto importante tratado na reunião foi a ausência de ações e de mobilização em torno das pautas específicas dos bancos públicos e o pouco caso que estão sendo tratados os temas permanentes e específicos dos bancários, como o (des)emprego, saúde, condições de trabalho e segurança bancária, dentre outros.

Essa apatia e a completa ausência do prosseguimento efetivo dessas pautas  estão causando indignação na categoria pela assinatura do acordo de dois anos.

“Isso é um absurdo e inacreditável diante dessa conjuntura, às vésperas da entrada em vigor da contrarreforma trabalhista do Temer (Lei 13.467/17) e da Terceirização (Lei 13.429/17), onde, por exemplo, estabelece a possibilidade de negociação direta para mais de um terço da categoria”, critica Miguel Pereira, da coordenação do EnFrente.

Saúde Caixa

Outro assunto muito sério e crítico são os rumores de possibilidade do surgimento de propostas alterando a atual forma de custeio do Saúde Caixa, atualmente compartilhada entre empregados e a Caixa na proporção de 30% e 70%, para um novo modelo baseado em percentual fixado sobre a folha de pagamento. É preciso rejeitar veementemente essa mudança por todos os meios, inclusive jurídicos, para impedir que isso ocorra. Os prejuízos aos bancários a curto, médio e longo prazos serão incomensuráveis.

Além de favorecer apenas a Caixa, porque reduz suas despesas com pessoal, é uma das medidas fundamentais para a abertura de seu capital e os processos contábeis daí decorrentes.

Segurança bancária

Por fim, os participantes da reunião discutiram com preocupação o projeto do estatuto da segurança privada, já aprovado na Câmara dos Deputados e na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, que traz mais retrocessos que avanços, apesar da avaliação equivocadamente otimista da Contraf-CUT.

Entre os retrocessos está a retirada do poder de estados e municípios criarem sua própria legislação sobre segurança bancária, o que é antiga exigência dos bancos. Para o EnFrente, é preciso mobilizar os bancários e as entidades sindicais para melhorar o projeto antes que vá à votação final no plenário do Senado.

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Além de não ter existido campanha nacional esse ano, nem para tratar das cláusulas sócias e demissões existentes em todo sistema financeiro. O acordo de dois anos não pode engessar o movimento que este ano ficou numa inércia total.

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