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EnFrente lança blog e se apresenta à categoria

Este blog é de responsabilidade da Frente Nacional de Resistência e Ação Sindical Bancária (EnFrente), um movimento amplo de pessoas independentes e de várias tendências do movimento sindical bancário.

Nossos objetivos são ampliar os espaços democráticos de discussão dos temas importantes da conjuntura nacional e internacional, contribuir para a formação dos dirigentes e militantes sindicais e fortalecer a organização, a mobilização e a unidade nacional da categoria bancária e da classe trabalhadora.

Acreditamos na imprescindibilidade de um sindicalismo combativo, de massas e verdadeiramente plural e democrático.

Conheça o manifesto de lançamento do Enfrente:

Pela unidade e democracia, uma Frente
de Resistência e Ação Sindical Bancária

A Central Única dos Trabalhadores nasceu em 1983 como uma entidade de massas, classista, autônoma e democrática, para se contrapor à estrutura sindical pelega atrelada aos patrões e ao Estado. Nos 12 Congressos e incontáveis Encontros e Plenárias que realizou ao longo desse período, fez algumas adaptações de rota, mas sempre manteve o compromisso com a defesa dos interesses imediatos e históricos da classe trabalhadora, a luta por melhores condições de vida e trabalho e o engajamento no processo de transformação da sociedade brasileira em direção à democracia e ao socialismo. O 12º CONCUT, realizado em 2015, reafirmou que em “sua condição de central sindical unitária e classista, garantirá o exercício da mais ampla democracia em todos os seus organismos e instâncias”.

A Articulação Sindical, criada em 1987 e que se tornou a corrente hegemônica dentro da CUT, assim se definiu em seu IV Congresso (CONARTSIND): “Nascida no novo sindicalismo como minoria, a partir da união de sindicalistas independentes, a Articulação tinha como uma das suas principais características a grande diversidade de representação em relação às outras correntes. A democracia interna como princípio não apenas garantiu o respeito a essa mesma diversidade, mas fez dela um campo fértil para a construção coletiva da estratégia de crescimento e fortalecimento da CUT”.

Tendo o respeito à democracia como princípio fundamental e a construção da unidade como premissa, buscaria a solução dos conflitos internos da ARTSIND por intermédio do diálogo e do convencimento, buscando-se o consenso até a última instância.

Infelizmente, já há algum tempo nem os princípios fundantes da CUT e nem os da Articulação Sindical estão sendo observados na Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), com graves prejuízos para a CUT e para a organização da categoria. Como uma praga, as provas se acumulam, a truculência e o desrespeito à democracia se tornam mais graves a cada dia dentro da confederação, na central sindical e em outros espaços do movimento sindical.

Na preparação do 4º Congresso, o calendário foi alterado para evitar o debate democrático sobre as divergências, com o cancelamento das conferências regionais e a antecipação do Congresso. Descumprindo os estatutos da Contraf e da CUT, além dos princípios da Articulação, a atual direção tentou fazer votação aberta para intimidar delegados, com voto no crachá e em urna destinada a colher votos exclusivos daquela chapa, e depois excluir os membros da Chapa 1 da Executiva. Não conseguiram nem impor o voto aberto e nem nos excluir da proporcionalidade da Diretoria Executiva.

Não há mais pluralidade nem debate com as bases. As decisões são tomadas em reuniões brevíssimas para homologar o que foi decidido por alguns caciques. Na Contraf-CUT, usa-se todo tipo de manobra para excluir os que discordam dessa prática antidemocrática, prática que vai se estendendo a algumas federações.

O Congresso extraordinário da Contraf-CUT, realizado em São Paulo entre os dias 8 e 10 de março de 2017, foi o ato final desse processo que vem se consolidando, tendo como características fundamentais o fechamento dos espaços de discussão democrática, os conchavos de cúpula, o predomínio do caciquismo, a disseminação de mentiras e do ódio e a interdição de qualquer forma de pensamento divergente.

Foi o congresso da exclusão. Primeiro votou-se para excluir os bancários não CUTistas sob o pretexto de fortalecer a CUT, acabando com uma estratégia de fortalecimento da nossa organização que vinha funcionando. Aprovada no Congresso de fundação, e ratificada nos seguintes, a possibilidade de filiação de entidades não CUTistas à Contraf, considerando que somos a única categoria no Brasil a termos uma Convenção Coletiva de Trabalho para empresas públicas e privadas, fortaleceu a organização e a luta da categoria no enfrentamento com os banqueiros, dificultando a divisão. Essa estratégia vinha se mostrando acertada, com a filiação de novos sindicatos não só à Contraf, mas também à CUT.

O Congresso extraordinário de março de 2017 teve o único objetivo de mudar o estatuto da Confederação para excluir militantes e dirigentes com toda uma trajetória de vida vinculada à CUT, retomando o voto aberto para a eleição da direção, para repetirem o voto policialesco do último Congresso eleitoral. Mas o tema foi omitido nas matérias veiculadas pela Contraf-CUT, pelas entidades filiadas e também nas assembleias sindicais que elegeram os delegados para o Congresso.

Essa postura divide e enfraquece o movimento sindical num momento em que os trabalhadores brasileiros enfrentam o maior ataque aos seus direitos.

Desde o 4º Congresso da Contraf, em 2015, buscamos várias vezes tanto a direção da CUT Nacional como a coordenação da Articulação Sindical nacional, inclusive agora nas conferências regionais da ArtSin Norte, Centro Oeste e Sul, quando novamente o tema foi levantado, mas elas se omitiram, se calaram, dando assim aval a essas práticas que ferem os princípios da central.

Essas práticas hoje dentro da Articulação, que se estendem a algumas outras correntes, são a do toma lá dá cá, com favorecimentos de espaços políticos e financeiros, que vão desde ajuda de custos e viagens, chegando até mesmo a promoções de dirigentes sindicais bancários dentro do quadro de carreira dos bancos públicos.

Para nós, a unidade não é apenas uma palavra vazia, destituída de sentido. Deve ser buscada sempre, com atos concretos, respeitando-se a pluralidade de pensamentos que existe na categoria bancária e o exercício cotidiano e amplo da democracia em todos os seus fóruns e instâncias. Acreditamos de verdade que em qualquer situação de disputa a premissa é a construção da unidade e que a solução dos conflitos deve se dar pelo diálogo e pelo convencimento. Foi assim que criamos a CUT e a Contraf, que hoje são referência para a organização dos trabalhadores no Brasil e no mundo.

Acreditamos que resgatar os princípios CUTistas é o caminho para nos fortalecer como entidade sindical verdadeiramente classista, capaz de organizar, representar os trabalhadores e comandar o processo de lutas e resistência em defesa dos interesses imediatos e históricos da classe trabalhadora por melhores condições de vida e trabalho e o engajamento no processo de transformação da sociedade brasileira em direção à democracia e ao socialismo.

Esse comportamento excludente, contra todos os princípios democráticos,  nos obriga a criar nosso espaço de debate em defesa desses valores e princípios, hoje traídos de forma escancarada.

Por isso lançamos a Frente Nacional de Resistência e Ação Sindical Bancária (EnFrente), com o objetivo de resgatar os princípios de um sindicalismo democrático, classista, autônomo, de massas e de luta. Queremos radicalizar a democracia e buscar uma outra estrutura, que vai além de uma nova corrente política dentro da Contraf e da CUT, mas uma forma horizontal de construção de lutas, pautas, mobilizações e enfrentamentos.

Se você também acredita nisso, venha conosco. Sigamos #EnFrente.

Adão Pires, diretor Sindicato Rio de Janeiro
Ademir Wiederkehr, diretor do Sindicato de Porto Alegre, Contraf-CUT e CUT-RS.
Anabele Silva, diretora do Sindicato de Pernambuco
Andrea Freitas de Vasconcelos, diretora da Contraf-CUT
Andrea Fumaux, diretora da Fetraf RJ/ES
Antônio Ferreira, diretor do Sindicato do Rio de Janeiro
Antônio Tavares da Silva, diretor do Sindicato de Rondônia
Arivoneide Moraes, secretária-geral do Seeb Alagoas e diretora da Contraf-CUT
Arley Rodrigues de Barros, diretor da Fetraf RJ/ES
Brenno Almeida, delegado sindical Pernambuco
Brito, delegado sindical BB em Brasília
Carlos Alberto Longo, diretor do Sindicato de Dourados
Carlos Alberto Zani, Finep-RJ
Carlos Augusto Rocha, diretor do Sindicato de Alegrete e da Fetrafi RS
Carlos Cordeiro, diretor da Contraf-CUT
Caroline Heidner, ex-delegada sindical da Caixa e, ex-diretora do Seeb Porto Alegre
Cláudio Laureano, diretor da Fetrafi RJ/ES
Clemilson Farias de Carvalho, diretor do Sindicato de Rondônia
Cleyde Magno, diretora de Assuntos Jurídicos do Sindicato do Rio de Janeiro
Cristener Inácio Albuquerque, presidente do Sindicato de Jacobina (BA)
Daniella Almeida, diretora do Sindicato de Pernambuco
Deise Recoaro, diretora da Contraf-CUT e militante feminista da AMB
Dinarte Santos, diretor do Sindicato de Pernambuco
Edegar Alves Martins, diretor do Sindicato de Dourados
Edson Claudio Rigoni, diretor do Sindicato de Dourados
Eduardo Araújo, presidente do Sindicato de Brasília
Elói Valdir Horst (Melão), diretor do Sindicato de Horizontina (RS)
Euryale Brasil Ramos da Silva, secretário-geral Sindicato de Rondônia
Heider Costa, diretor do Sindicato do Pará
Fernando Neiva, diretor do Sindicato de Belo Horizonte e eleito do Conselho de Administração da Caixa
Flávio Pastoriz, ex-diretor do Seeb Porto Alegre, aposentado
Geraldo Lelis, diretor do Sindicato de Pernambuco
Germinio Ribeiro Filho, da Abanerj
Glória Carbon, diretora da CUT/RJ
Heidiany katrine Santos Moreno, Sindicato do Pará
Iaci Azamor, aposentada BB Campo Grande
Irineu Roque Zolin, bancário de Porto Alegre
Irineu Silva de Almeida, diretor do Sindicato de Rondônia
Isaias Santos, delegado sindical Pernambuco
Isis Monteiro, diretora do Sindicato de Pernambuco
Ivanilde dos Santos Fidelis, diretor do Sindicato de Dourados
Ivone Colombo da Silva, diretora do Sindicato de Rondônia
Jairo Freitas, diretor do Sindicato de Pernambuco
Janaína Ribeiro, delegada sindical Caixa Baixada Fluminense
Jaqueline Barros, diretora do Sindicato de Pernambuco
Jaqueline Mello, diretora do Sindicato de Pernambuco
Jeferson Pinheiro Meira (Jefão), diretor Sindicato de Brasília
Jerry Adriane, diretor do Sindicato de Belo Horizonte
Joacir Rodrigues de Oliveira, diretor do Sindicato de Dourados
João Batista Gomes, diretor do sindicato de Pernambuco
João Cavalcanti, diretor da Fetrafi RJ/ES
Jonas Pinheiro Silva, diretor do Sindicato de Rondônia
José Avelino, presidente da Fetec CN/CUT
José Carlos Camargo Roque, diretor do Sindicato de Dourados
José dos Santos Coqueiro, bancário de Campo Grande e diretor dá Fetec CN/CUT
José Joel Freitas da Luz, diretor do Sindicato de Alegrete (RS)
José Luiz Paulucio, diretor do Sindicato de Rondônia
José Nelson Michelena, aposentado, Extremo Sul da Bahia
José Pinheiro de Oliveira, presidente do Sindicato de Rondônia
Juliano Braga, secretário do Jurídico da Fetec-CUT/CN
Katia Cadena, diretora do Sindicato de Pernambuco
Keli Cristina Vieira, diretora do Sindicato de Rondônia
Laudelino Vieira dos Santos, diretor do Sindicato de Dourados
Leonardo Fonseca, diretor do Sindicato de Belo Horizonte
Leonardo Freitas Nunes, diretor do Sindicato de Dourados
Luis Carlos de Oliveira, diretor Sindicato do Rio de Janeiro
Luiz Mendes Lopes, diretor do Sindicato de Belo Horizonte
Luiz Ricardo Ramos (Baiano), aposentado, ex-diretor do Seeb Novo Hamburgo
Marco Motta, diretor do Sindicato do Rio de Janeiro
Maria Angelina Dadalto, Sindicato Extremo Sul da Bahia
Maria Aparecida Sousa, secretária de Mulheres da Fetec-CUT/CN
Maria do Socorro de Magalhães, diretora do Sindicato de Rondônia
Mário José Chavasco Rossini, aposentado, de Porto Alegre
Martha Tramm, diretora do Sindicato de Brasília

Miguel Pereira, diretor do Sindicato Sul Fluminense, Feeb RJ/ES e Contraf-CUT
Odinei Silva, diretor do Sindicato de Belo Horizonte
Ottoniel Gomes da Rocha Junior, diretor da Fetrafi RS
Paulo Pereira dos Santos, diretor do Sindicato de Rondônia
Paulo Stekel, diretor do Sindicato de Porto Alegre
Raul Lídio Pedroso Verão, diretor do Sindicato de Dourados
Regileno de Souza, diretor do Sindicato de Alagoas
Renato Brito, diretor Sindicato de Pernambuco
Resula Bomfim, aposentada, Porto Alegre
Roberto Lanes Soares Vieira, diretor Sindicato de Vacaria e Região
Rodrigo Britto, diretor do Sindicato de Brasília e presidente da CUT Brasília
Ronald Carvalhosa, diretor Sindicato do Rio de Janeiro
Rosane Alaby, secretária de Administração do Sindicato de Brasília
Rosimar Bentes Ribeiro, empregada da Caixa Porto Alegre
Rubia Zelina Reis, bancária de Porto Alegre e das Mulheres Pela Democracia
Selvino Welter, diretor Sindicato de Horizontina e Região
Sormane Sulz Mendes, diretor do Sindicato do Extremo Sul da Bahia
Tarciana Pires, delegada sindical da Caixa em Pernambuco
Tatiana Prestes, diretora do Sindicato do Rio de Janeiro
Teresa Cristina Mata Pujals, secretária de Formação do Seeb Brasília
Thiago Sant’anna, diretor da CUT/RJ
Valdinei Rodrigues de Araújo, diretor do Sindicato de Dourados
Vera Luiza Xavier, diretora Sindicato do Rio de Janeiro
Victor Barros, diretor da Fetraf RJ/ES
Walter Teruo Ogima, diretor do Sindicato de Dourados
Wandeir Severo, diretor do Sindicato de Brasília
Wanderson Modesto Brito, diretor do Sindicato de Rondônia
Warley Costa, diretor do Sindicato de Belo Horizonte

 

3 respostas em “EnFrente lança blog e se apresenta à categoria”

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