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EnFrente discute o futuro do trabalhador em workshop internacional na Argentina

Reforma trabalhista, reforma da previdência, nova lei de terceirização… Os direitos que os trabalhadores perderam ou estão ameaçados de perder não são uma exclusividade do Brasil. Atualmente, está em curso no mundo todo um projeto global de ataques aos direitos trabalhistas pelo capital 
 
Para discutir o problema – e, principalmente, como reagir a esses ataques –, sindicalistas e pesquisadores de várias partes do planeta e reuniram em Buenos Aires, na Argentina, no início deste mês. O EnFrente participou do workshop com a bancária pernambucana Anabele Silva, empregada da CaixaEla fez uma apresentação em inglês, durante o evento, sobre a necessidades de formação e educação do trabalhador com foco na perspectiva de classe. 
 
“Falamos também sobre as eleições recentes ou em curso na América Latina e o crescimento da extrema direitaFoi um momento rico de troca de experiências sobre as retiradas de direitos dos trabalhadores em curso nos mais diversos países”, explica. 
 
Anabele apresentou o painel à convite da GLU (Global Labour University), universidade mantida por uma rede de sindicatos, com sede na Alemanha. Todas as despesas com a viagem de Anabele foram pagas pela GLU. Ex-aluna da Universidade, Anabele fez especialização em Direitos do Trabalhador, em 2011, na Alemanha. 
 
“A GLU convidou todos os latino americanos que fizeram seus cursos para os oito dias de debate que fizemos na ArgentinaDiscutimos as repostas que o movimento sindical precisa dar às medidas de austeridade na América Latina. No Brasil, perdemos uma série de direitos com a reforma trabalhista e com a nova lei de terceirização. E os sindicatos não reagiram à altura, por falta de preparo e foco. Precisamos construir um novo modelo de sindicalismo, que dê respostas aos problemas do século 21. O modelo atual está ultrapassado”, afirma Anabele. 
 
workshop na Argentina reuniu sindicalistas e pesquisadores do Brasil, Chile, Argentina e Colômbiaalém de professores dos projetos dGLU na Alemanha, Índia, Brasil, Colômbia, África do Sul e Estados Unidos.  
 
EXPERIÊNCIA INOVADORA – Durante o encontro em Buenos Aires, os participantes puderam conhecer uma experiência inovadora para os trabalhadores. “Visitamos uma das 325 fábricas falidas na Argentina no início dos anos 2000, que foram recuperadas pelos trabalhadores. São fábrica que, em vez de serem fechadasforam assumidas pelos funcionários e se tornaram cooperativas. Todos recebem o mesmo salário, independentemente da função, e têm o mesmo poder de decisão, que são tomadas em assembleias democráticas. É uma experiência inovadora e interessante, que pode ser adotada no Brasil neste momento de crise“, conta Anabele. 

Fonte: EnFrente PE

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