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Enfrentar o banco e lutar pela Cassi

Antes de qualquer coisa é preciso entender o que acontece na Cassi. A falta de informação e ou as informações equivocadas que estão sendo lançadas ao ar pelo banco, e por quem não tem a mesma preocupação com seus milhares de associados, tem tumultuado de forma irresponsável o processo. Com a clara intenção de impor às verdadeiras donas e donos da Cassi, que somos nós, funcionárias e funcionários do Banco do Brasil, goela abaixo a mudança estatutária que compromete de forma irreversível a forma como hoje estamos cobertos e os princípios de sua fundação.

A Cassi já atravessou momentos de muitas dificuldades, mas encontra-se agora  em uma situação muito melhor que há dois anos, quando tínhamos déficit financeiro além da ausência de recursos para  garantir as reservas exigidas pela ANS. E nunca fomos autuados com a Direção Fiscal da ANS.

Atualmente, estamos apresentando superávit, ainda que continuemos sem o capital necessário para manter o saldo das reservas. Mas nunca apresentamos inadimplência perante os prestadores de serviços e demais credores. Muito pelo contrário, nesse sentido a Cassi é referência no mercado. Ainda assim a Cassi foi autuada pela ANS.

E o banco, apesar de ser derrotado pela segunda vez na consulta ao corpo social, continua insistindo em propor a retirada do benefício definido ao qual está eternamente obrigado.

Isso nos faz crer que está em curso uma ação articulada para a venda do BB, mas que antes é preciso “se livrar” de custo, como por exemplo o benefício definido, que é a garantia de assistência médica aos aposentados e dependentes. Exigência de algum possível comprador no mercado mundial, que não quer assumir essa obrigação perpétua, uma obrigação vigente nos bancos públicos.

O banco quer se desonerar dessa obrigação para se tornar atrativo ao mercado. A prova disso é que tem nos ameaçado constantemente com falsas afirmações, tentando nos coagir a abrir mão dos nossos direitos e sem resolver o problema financeiro da Cassi.  Estamos desde 2016 lutando pelo acordo de um plano capaz de equacionar os problemas na Cassi e que passam pela gestão administrativa, financeira e pela área de tecnologia – note-se, todas a cargo da gestão do banco e seus indicados.

Como pode uma instituição financeira que é referência no mercado, que cresce pelo menos 20% ao ano com eficiência espetacular, não conseguir, com os mesmos gestores, aplicar as mesmas práticas de gestão na Cassi que a realizada no banco?

Vale ressaltar que o banco ainda possui um parque tecnológico gigante com soluções e profissionais de ponta nessa área, e vem acumulando anualmente prêmios em tecnologia, por inovações, em originalidade. No entanto, as soluções tecnológicas e os equipamentos da Cassi são muito ruins, muito aquém de tudo isso que ocorre nas áreas do banco. Na Cassi o banco, além de cogestor, detém também a indicação da presidência da entidade. Mas não consegue gerir melhor. Ou não quer.

Transparência e publicidade parecem ser proibidas na Cassi, ou seja, os associados, seus donos, não conseguem efetivamente saber o que e como acontece na gestão da entidade, o que está sendo proposto, o que é aprovado. Tudo é sigiloso. O banco usa do termo de confidencialidade junto aos diretores e conselheiros eleitos como medida de coação, intimidação e chantagem para impedir que informem aos associados o que realmente está acontecendo.

O VOTO NÃO: ACERTAMOS E CONTINUAMOS LUTANDO PELA CASSI

NÃO concordamos em desonerar o banco de suas obrigações com o custeio dos aposentados e dependentes. NÃO concordamos com as mudanças estatutárias que estavam sendo impostas pelo banco e pelo novo governo.  NÃO entregamos a Cassi de “mão beijada” para o mercado. NÃO deixaremos de ser donas e donos da Cassi.

E é o NÃO que está salvando a nossa Cassi, o nosso Banco do Brasil e a nossa Previ. Pois, caso tivesse sido o SIM vitorioso estaríamos assistindo agora um dos maiores desmontes e depredações de direitos dos trabalhadores do BB.  Ousamos ser e fomos os protagonistas da resistência ao golpe fatal na Cassi.

Enfrentamos o banco com todas as ameaças, com as ações de propaganda e marketing feitos com dinheiro público. Ameaçando-nos com mentiras e falsos argumentos para tentar arrancar o sim que não vai sair de jeito nenhum. Teimamos e continuaremos teimosos em não abrir mão de nossos direitos.

Nesse cenário de ataque estamos sendo bombardeados pelo banco inclusive através da fala do atual presidente da Cassi, que concretamente abre mão de representar os interesses da Cassi, e trazendo informações inverídicas, defende abertamente a posição do banco. Foram derrotados e agora se utilizam de mais uma forma para nos coagir e ameaçar, no interesse de realizar a alteração do estatuto, quebrando a solidariedade. A estratégia para isso é a defesa da alteração do patrocínio para dependentes e aposentados, enganosamente afirmando que o benefício definido não será comprometido. Dizem ainda, também incorretamente, que a obrigação do banco está limitada a 4,5% sobre a folha de ativos e aposentados e caso a Cassi não possa ser mantida, contratará outro plano com esse percentual. E omite, criminosamente, diante disso, o fato de que não conseguiremos arcar com a necessária diferença na contratação de um plano de mercado.

Vale lembrar que os 4,5% estão atrelados ao comprometimento de 60% do custeio ao qual terá obrigatoriamente que arcar.  Não podemos esquecer de ressaltar que a Cassi, por ser uma autogestão gerida de forma paritária e com programas de saúde de excelência comprovada, associada a uma Estratégia da Saúde da Família, que acompanha, monitora, previne e trata preventivamente os danos, possui o menor custo do mercado, serviços próprios (CliniCassi), além de ter o maior tempo de permanência no plano (30 anos) sem inadimplência, pois os recursos são debitados em folha, não possui evasão (seus associados ou dependentes só saem quando morrem). E todos os recursos são aplicados na melhoria do plano, pois não possui como objetivo o lucro.

Considerando essas variáveis, não existe plano no mercado que possa oferecer tudo que a Cassi oferta (plano nacional, coberturas acima do rol da ANS, programa de medicamentos, dentre outros) e por valor similar, visto que isso no mercado será imensamente mais caro.

Por ser o governo o acionista majoritário do banco, este é obrigado a seguir as inúmeras legislações e princípios da administração pública, dentre elas o principio da economicidade, que amarra o banco à Cassi eternamente. Ou seja, tem o dever e obrigação de custear a nossa assistência médica e de nossos dependentes por toda a vida e na Cassi.  A alteração estatutária pode desobrigar totalmente o banco.

Nós do EnFrente defendemos que a proposta para consolidar o equilíbrio financeiro e restituir a credibilidade junto à ANS de forma a recompor o saldo de reserva imediatamente não esteja atrelada a nenhuma mudança estatutária.

O valor estimado é de R$ 1 bilhão, parece um valor gigantesco quando olhamos apenas para o número. No entanto, a parte que cabe aos associados é de R$ 400 milhões, sendo de responsabilidade do banco os 600 milhões restantes. Para isso, vislumbramos que é possível acordar inclusive uma proposta de rateio, justo e proporcional, entre os associados, dividido por faixas de renda (numa estimativa por alto, isso representaria cerca de R$ 2.000,00 por associado). Um valor muito menor do que a chantagem que o banco vem fazendo. E que poderia ser viabilizada de várias formas.

Entendemos que o associado não se importa em pagar mais, mas sim em perder os direitos conquistados ao longo de tantos anos. E essa solução tão simples e viável, soluciona a inconformidade junto à ANS, encerrando a Direção Fiscal.

O banco quer retirar, a qualquer custo, o direito conquistado e adquirido de cuidar da saúde que ele próprio flagela.

Nós do EnFrente continuaremos dizendo NÃO e lutando contra a perda de direitos e garantias dos trabalhadores de todas as categorias. Dos bancários. Dos trabalhadores do BB.

NÃO É NÃO!!!

#ACASSIÉNOSSA

Uma resposta em “Enfrentar o banco e lutar pela Cassi”

Que irresponsabilidade fazer uma reportagem como esta!!!
A Cassi tem que apresentar um Plano de Saneamento logo após a entrega do Relatório pela Diretoria Fiscal. E este Plano tem que se basear
na proposta de consenso entre Banco e Entidades Representativas e “aprovada” pelo Corpo Social.
Como podem enganar seus colegas que não têm tempo de saber das informações corretas???
Caso votem NÃO, ocorrerá a INTERVENÇÃO e quem decidirá o futuro da Cassi é a ANS. . Será q nossa ultima chance de salvar a Cassi.!!!

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