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De quem é a culpa da crise na Cassi?

Martha Tramm

Os administradores do Banco nos últimos anos têm se pautado por jogar os colegas de trabalho uns contra os outros, num jogo de exclusão, desrespeito, desumanidade em nome do Deus Mercado.

Gerou e continua gerando passivos trabalhistas por descumprimento legal por não pagar os direitos trabalhistas aos quais deveria honrar junto aos seus trabalhadores que o retribuem com lucros absurdamente crescentes.

Tudo isso vem sendo objeto de redução aos aportes estatutários da Cassi, além de fazer adoecer milhares de trabalhadores de forma injusta, ilegal e inescrupulosamente cruel. Será que é honesto, está amparado legalmente?

Ainda faz o Corpo Social arcar injustamente com o custo desse adoecimento laboral, que é de responsabilidade exclusiva de quem gerou.

Pune mais uma vez o portador de doença laboral com a coparticipação, fazendo-o pagar mais pelo seu tratamento, quando deveria ser cuidado e ter direito à reparação. Isso é justo?

Será injusto dizer que o banco está nos pressionando?

Será que os trabalhadores são os vilões dessa jogatina?

Agora vamos falar de gestão financeira, que é o negócio do banco, que ganha lucros bilionários por conta da competência de seus trabalhadores e que os selecionados e indicados por ele não conseguem ou não podem ter a mesma eficiência na Cassi. A quem deve ser imputado isso?

Gostaria de saber quem fez o cálculo atuarial proposto pelo banco que aumentou a coparticipação.

De quem é a responsabilidade por errar feio e não tomar as medidas necessárias tempestivamente?

Por que deixou as reservas se consumirem totalmente e não fez nada? Será que o nome disso é gestão temerária?

Dizem por aí que o ralo da saída de recursos não tem o controle devido e que por isso muitos pagamentos são feitos em duplicidade, a maior, com pouco controle. É verdade? Quem é o responsável por isso?

Que a despesa da Diretoria indicada pelo banco é o dobro da dos eleitos, visto que esta trata da saúde, sendo a atividade fim, estranho né? Será verdade?

Sabemos que a intervenção da ANS também trará consequências nefastas não só aos seus associados, mas também aos seus administradores e por consequência ao banco. Será que sabem disso e estão nos usando como a flecha para atingir o alvo desejado?

Será que vale a pena essa briguinha de migalhas para o banco, enquanto essas migalhas significam a vida dos seus trabalhadores, além de direitos que não estão sendo honrados?

Portanto, trabalhador não é bandido e merece ser tratado com dignidade e respeito; e saúde não é mercadoria.


Martha Tramm é diretora do Sindicato dos Bancários de Brasília.

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