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Contraf-CUT chega aos 12 anos com desafio de manter a unidade e lutar por direitos e pela democracia

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) está completando 12 anos. Com suas 8 federações e mais de 100 sindicatos filiados, a Contraf-CUT representa cerca de 90% dos bancários do país.

Fundada em 26 de janeiro de 2006, em Curitiba, a Contraf é a sucessora da Confederação Nacional dos Bancários (CNB-CUT) e do Departamento Nacional dos Bancários (DNB-CUT), todas elas responsáveis pela construção da unidade da categoria em todo o país após o regime militar e pelas conquistas dos trabalhadores do sistema financeiro nas últimas décadas, entre elas a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

A CCT torna os bancários a única categoria de trabalhadores com múltiplas empresas com os mesmos direitos e mesmos salários em todo o país, seja em bancos públicos ou privados – o que é um paradigma para as outras categorias profissionais.

O 12º aniversário da Confederação ocorre na conjuntura mais difícil que os trabalhadores brasileiros enfrentam desde o fim da ditadura militar, em 1985, com um governo ilegítimo e corrupto alçado ao poder por um golpe parlamentar-jurídico-midiático coordenado pelo grande capital nacional e internacional, para impor ao Brasil a agenda neoliberal derrotada nas urnas nas últimas quatro eleições.

Os golpistas já limitaram o teto de gastos em programas sociais pelos próximos 20 anos, impuseram a terceirização irrestrita e uma reforma trabalhista que destruiu a CLT e dizimou direitos históricos dos trabalhadores, estão entregando a soberania nacional e preparando o terreno para privatizar as empresas públicas, entre elas os bancos públicos, e arregimentam forças para aprovar a reforma da previdência.

O braço jurídico do golpe age aceleradamente para condenar e prender o ex-presidente Lula, líder disparado em todas as pesquisas eleitorais, com o claro propósito de impedir que ele dispute a eleição deste ano e, vencendo, interrompa o projeto neoliberal de entrega do país e de destruição dos direitos do povo brasileiro.

Os desafios dos trabalhadores brasileiros, da CUT e da Contraf são portanto imensos. Resistir para impedir retrocessos na CCT e avançar em novas conquistas na campanha nacional deste ano, combater os golpistas, lutar para mudar o sistema financeiro e defender os bancos públicos, a democracia e o direito de Lula ser candidato a presidente.

Para a Frente Nacional de Resistência e Ação Bancária (EnFrente), a única possibilidade de enfrentarmos esses desafios são com muita ousadia, mobilização e unidade dos bancários e dos trabalhadores.

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