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BB X CASSI – FATO IRRELEVANTE

Os funcionários do BB sempre foram inovadores de sucesso. Exemplo disso foi quando criaram a CASSI estabelecendo importantes premissas, como é o caso da SOLIDARIEDADE. Os funcionários que idealizaram a Cassi tinham claro que ao se tornar empregado do BB você passa também a pertencer à enorme Família BB.

Até determinado momento da história do banco a gestão de RH incorporou este sentimento e “adotou” a CASSI como uma ferramenta de atração e retenção de talentos.

Mas nos anos 90 o espírito de família começou a ser minado, pois para alguns éramos grandes demais. Para destruir o BB público tinham que acabar com seus sustentáculos de relacionamento tanto com a sociedade quanto entre os funcionários e a gestão do banco – passamos a ser apenas números.

O primeiro passo foi a reestruTUração batizada pelo banco de “NOVO ROSTO”. Nela, só faltou o banco cuspir no rosto do funcionalismo, porque de resto praticaram toda forma de massacre e humilhação: fizeram demissões, transferências forçadas, impuseram reajustes zero, criaram “funcionários genéricos”. A estratégia para diminuir a relevância do BB público era nos dividir e acabar com o nosso “corpo”, ou seja, nosso espírito corporativo e solidário.

Então era salve-se quem puder? Se dependesse apenas de alguns, sim!

Mas há um fato relevante a se destacar: a semente que aqueles funcionários de espírito inovador plantaram na concepção das premissas da Cassi segue produzindo frutos até hoje e muitos funcionários ainda consideram a solidariedade um princípio, e não um fim.

Porém, qual é o fato irrelevante?

O fato irrelevante é o conformismo dos que acham que agora o BB decreta e nós obedecemos. O conformismo dos que acham que o BB pode determinar quantos anos de vida a CASSI terá.

O fato irrelevante é a passividade dos que acham que os funcionários do BB devem abrir mão da sua condição ativa na definição dos rumos da CASSI, dos que acham que o funcionalismo precisa quando muito ser consultado, mas não respeitado.

O fato irrelevante é a falta de ousadia dos que acham que os funcionários devem trocar a condição ativa de quem elege representantes com poderes de fato, de quem pode eleger toda a Gestão da Cassi, de quem pode retirar de lá os indicados do banco, por uma vergonhosa condição de “tutelados” pelo Governo, Banco ou Mercado.

O fato irrelevante é o representante do banco dizer que chegou em sua proposta final.

Não é ele quem decreta quando acaba! Quem manda na Cassi somos nós, seus donos, e é hora de reagirmos!

É hora das nossas entidades representativas chamarem unificadamente a paralização dos funcionários do BB para mostrar ao banco que nós merecemos respeito.

Se há um impasse na negociação, as lideranças dos trabalhadores têm dois caminhos, considerando seus limites: aceitar ou LUTAR!

Conformismo, passividade e falta de ousadia nunca tiveram espaço na Família BB. O espírito do funcionalismo é visionário e de luta.

Coragem! É hora de parar o BB para salvar a CASSI!

EDUARDO ARAUJO – 28 de setembro de 2019

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