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BB faz PDV usando parâmetros da reforma trabalhista e se distancia do papel de banco público

A direção do Banco do Brasil, mesmo com apuração de resultados financeiros favoráveis, anunciou nesta sexta-feira 5 a segunda reestruturação  em menos de um ano, que inclui um Programa de Adequação de Quadros (PAQ) com desligamento incentivado, para o grupamento de funcionários que a proposta do banco chama de “excessos”.

O programa já segue os parâmetros de redução de direitos da “reforma trabalhista” do governo ilegítimo e força muitos trabalhadores a alterarem seus planos e suas perspectivas profissionais e até a mudarem de domicílio, acarretando transtornos familiares desnecessários, especialmente nos estados de Santa Catarina, Pernambuco e São Paulo, além das regiões Norte e Nordeste.

As novas medidas adotadas unilateralmente pelo banco agravam os problemas trazidos pela reestruturação de maio do ano passado. Com as mudanças, milhares de funcionários, em especial os Caixas das PSO’s, ficarão excedentes em suas dependências, segundo critérios de dotação do banco, com interesse exclusivamente de “eficiência operacional”. A direção do BB também impõe um clima desagradável entre os funcionários e clientes na rede varejo, com mais uma migração de contas, e desagrada a todos nas dependências afetadas.

A Frente Nacional de Resistência e Ação Bancária (EnFrente) tem a convicção de que não é um bom negócio para os funcionários aderirem ao programa de demissão incentivada, que aliás propõe um modelo de remuneração rebaixado, de acordo com as novas regras da reforma trabalhista do grande capital imposta ao ilegítimo Temer.

A nova reestruturação também tem graves reflexos no relacionamento com a população, uma vez que restringirá ainda mais acesso de clientes e usuários às agências, dentro de uma lógica de enxugamento desmedido que deixa o Banco do Brasil, copiando a “lógica do Itaú”, cada vez mais distante de sua função de banco público, igualando-o às piores práticas das instituições privadas.

Não há dúvida que é mais um passo no desmonte do sistema financeiro público, preparando a privatização, dentro da estratégia do grande capital nacional e internacional seguida à risca pelo governo ilegítimo.

A lamentar também mais uma vez a postura dócil de parte do funcionalismo e de parte de entidades representativas diante dessas graves ameaças aos trabalhadores, ao banco e ao país, ao se limitarem a registrar o fato, resignados.

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