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A pequena Ágatha, morta dentro de uma Kombi, no Complexo do Alemão, zona da Leopoldina, no subúrbio do Rio de janeiro, é mais uma vítima do enorme desprezo das elites brasileiras pelo povo trabalhador. Desprezo que faz com que a carne preta seja a mais barata do mercado. E foi esse desprezo que levou Wilson Witzel ao governo do Estado, com a bandeira de “mirar na cabecinha” dos que considera bandidos. Sejam eles criminosos, trabalhadores pobres das comunidades carentes ou crianças cheias de sonhos, como Ágatha.

E é esse mesmo desprezo que faz com que a sociedade reaja de maneira tão tímida contra a política de extermínio levada a cabo pelo Estado, em sua guerra insana contra tudo que cheire a pobreza, que seja negro, favelado, suburbano e possa lhe render um punhado de votos das elites perversas e assustadas com a violência urbana.

Ágatha, infelizmente, foi só mais uma vítima, que logo será esquecida. Outras virão. A mesma mídia que, agora, dá algum destaque a essa tragédia é aquela que, em seus programas sensacionalistas, defende a execução de criminosos, manda “sentar o dedo” e estimula atitudes como a dos policiais que abriram fogo contra os ocupantes de uma motocicleta, mesmo com a rua cheia de moradores.

O Enfrente se solidariza com os familiares e amigos da pequena Ágatha, repudia a política de “pretocídio” levada a cabo pelo governo Wilson Witzel e tantos outros país afora e conclama todos os atores sociais comprometidos com a luta por um outro mundo possível a se mobilizar na luta contra o fascismo e em defesa das comunidades carentes, que tanto têm sofrido com os ataques quase diários da polícia, que não poupa nem mesmo as escolas.

Que o martírio de Ágatha seja um basta à violência do Estado.

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